VIOLÊNCIA CUSTA R$ 92 BI POR ANO AO PAÍS

11/07/2007

Fonte : ADEPOL - RJ

Valor é muito superior ao que é investido em educação e saúde

Todo ano, no país, cerca de R$ 92 bilhões escoam pelo ralo da violência. Um valor quatro vezes maior do que a União vai investir este ano em manutenção de estradas, construção de escolas, hospitais e saneamento básico. É o que revela um estudo encomendado pelo governo federal ao Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que traz um dado ainda mais alarmante: o estado campeão de gastos com a violência é o Rio de Janeiro.
O custo da violência no Brasil é estimado em 5,09% do Produto Interno Bruto (PIB). A parte mais salgada dessa fatura quem paga é a iniciativa privada: R$ 61 bilhões. De acordo com o levantamento, a participação da União nas despesas na área de segurança caiu de 18,9% do orçamento para 10,7%. São consumidos R$ 5 bilhões anuais em atenção às vítimas da violência e investimentos em segurança pública e privada.
Com base em dados de 2004, os pesquisadores do Ipea estimam os dados totais da violência naquele ano em R$ 92,2 bilhões e em custo por habitante brasileiro de R$ 519,40. Os gastos de R$ 31,9 bilhões do setor público com violência naquele ano viriam principalmente da manutenção das polícias e das secretarias de segurança (1,45% do PIB ou R$ 28 bilhões em 2004). O restante é referente ao sistema prisional (0,15% do PIB) e os custos de tratamento de vítimas de violência no sistema de saúde (0,06% do PIB).
No setor privado, o custo principal estimado é a perda de capital humano, estimada em R$ 23,9 bilhões naquele ano ou 1,35% do PIB. Os autores do estudo estimaram o que as vítimas receberiam durante suas vidas caso elas não tivessem sido interrompidas pela violência. Para isso, usaram a tábua da vida do IBGE, com as variações de expectativa de vida, e projetaram o rendimento das vítimas considerando a renda média por faixas de escolaridade, idade, gênero e localização geográfica.
Os gastos com segurança privada seriam de 0,80% do PIB; os com seguros, de 0,75% do PIB, e as perdas das vítimas por roubos e furtos de 0,53%.

 
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