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ROULIEN FOI UM MITO

11/07/2007

Fonte : ADEPOL - RJ

“Roulien foi um mito. Foi diretor de várias entidades de classe, ex-presidente do Canto do Rio e ex-secretário de Meio Ambiente de Niterói, cidade onde viveu e morreu. Mesmo depois de aposentado continuou na labuta. Junto com Marcos César da Cunha e Alberto Motta Moraes formou um trio de advogados de primeira linha. Era uma pessoa pacata e de educação refinada. Vai deixar muitas saudades.”
Rosalvo Villanova - delegado aposentado

“Era um excelente colega e uma das reservas morais da nossa polícia. Só tinha amigos. Eu o conheço desde que fomos serventuários da Justiça, junto com o também delegado aposentado Wilson Vieira. E como serventuário, assim como policial, foi um profissional exemplar. Tinha todos os predicados de competência e moral. Era destemido, corajoso, porém marcou sua carreira como delegado pela serenidade com que conduzia o seu trabalho. Por isso era muito respeitado por todos, dentro e fora da polícia.”
Hamilton Monerat Ventura - delegado aposentado

“Foi uma perda irreparável. Roulien sempre foi respeitado, reconhecido e admirado como um dos ícones da polícia judiciária fluminense. Viveu, como faleceu, sempre com violenta emoção. Acabou vítima de criminosos irrecuperáveis que já estão presos. Reagiu, mesmo em condições desfavoráveis, e como sempre anunciara aos seus amigos: ‘se eu vier a ser assaltado, reagirei, tendo em conta que sendo identificado, certamente serei executado’. Morreu como um herói, combatendo o bom combate. A classe perde um grande profissional e eu, além disso, um grande amigo. Que Deus o tenha.”
Wladimir Sérgio Reale - presidente da Adepol-RJ

“Sou suspeito para falar do Roulien, pois ele foi o vice-presidente da minha gestão na Adepol, de 1988 a 1989, um período de muitas lutas e conquistas, das quais Roulien teve participação ativa e decisiva. Homem íntegro, honesto e de caráter firme, reconhecido não apenas por toda a classe policial como também pela sociedade fluminense, uma vez que era uma pessoa bastante popular, principalmente em Niterói e no interior do estado. Realmente, o que mais chamava atenção em Roulien era o seu caráter, qualidade que infelizmente hoje anda um pouco em baixa entre os nossos homens públicos. A polícia e o Rio de Janeiro sofrem uma perda irreparável com o desaparecimento do delegado Roulien Pinto Camilo.”
Gilberto Dantas - delegado aposentado e ex-presidente da Adepol-RJ

“Presto justa homenagem ao brilhante delegado e meu particular amigo, Dr. Roulien, que, em vida, soube desempenhar a nobre função de delegado de polícia com inteligência e, acima de tudo, com bravura.”
João Barbosa de Carvalho - delegado titular da 4ª Deac (Delegacia Especial de Acervo Cartorário)

“Roulien Pinto Camilo, que acaba de falecer tragicamente, deixa uma lacuna difícil de ser preenchida. Foi um grande cidadão, bom político, sério, e delegado dos mais competentes. Em Niterói, principalmente, ocupou diversos cargos na sociedade civil. Realmente é uma perda irreparável. A polícia judiciária está de luto.”
Délio César Leal - deputado estadual

“Eu e Roulien fomos contemporâneos de faculdade e ingressamos juntos na política, embora em partidos opostos. Fizemos também parte do grupo de 10 delegados nomeados como interinos pelo então governador do antigo Estado do Rio de Janeiro, Roberto Silveira, que queria fazer uma experiência de renovar e qualificar a polícia. Nossa primeira missão foi no carnaval de 1961, quando eu fui designado para Araruama e o Roulien, para Bom Jesus de Itabapoana. Competente, bom orador e extremamente ético, ele desde cedo se destacou tanto como político quanto como policial. Muito ativo, fez cursos de especialização policial nos Estados Unidos e na Academia Federal, em Brasília. Foi também um líder de classe exemplar, levando seu conhecimento político para a Adepol do antigo Estado do Rio - ele como presidente e eu sendo seu vice - período em que procuramos tirar a nossa associação da obscuridade. Pouco depois, também por razões políticas, Roulien passou para mim a presidência da entidade, possibilitando a oportunidade de intensificar os contatos com a Adepol da Guanabara para a unificação das duas instituições, que já estava decidida mesmo antes da fusão dos dois estados. Senti muito a perda do companheiro e do amigo Roulien Pinto Camilo.”
Antonio Agra Lopes - delegado aposentado e diretor da Adepol-RJ

 
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