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ESQUEMA DE SEGURANÇA DO PAN DO RIO DIVIDE OPINIÕES

11/07/2007

Fonte : ADEPOL - RJ

Esquema de segurança do
Pan do Rio divide opiniões

Como não poderia deixar de ser, um dos assuntos que dominou a roda de conversas durante a festividade da Adepol no clube Monte Sinai foi a estrutura de segurança pública montada para os Jogos Pan-Americanos e o legado, nessa área, que ficará para a população fluminense após o término do evento.
De acordo com o diretor do IFP, Juarez Uchoa Carrasco, a colaboração do instituto para a segurança do Pan do Rio ficaria por conta da implantação de laboratórios de perícia nos locais. “Vamos centralizar a perícia papiloscópica, o levantamento de latentes e a consulta ao banco criminal. Estaremos interligados on-line, verificando a veracidade de documentos e atestando a identidade de pessoas em tempo real, para agilizar o processo”, explicou ele.
O esquema de segurança dos Jogos foi preparado na Academia Estadual de Polícia Sílvio Terra, conhecida pelos diversos cursos de especialização e de formação profissional para os policiais civis do estado. Segundo o delegado Danton Moreira de Souza, vice-diretor da instituição, a Secretaria de Segurança determinou à Acadepol o treinamento de todos os policiais civis, inclusive os concursados, para atender a segurança durante o Pan.
A Adepol-RJ também marcou presença nos preparativos para o evento, participando das discussões sobre o assunto na Comissão de Segurança da Câmara dos Deputados. Na opinião do delegado Danton, o prestígio do presidente Wladimir Reale tem muito a oferecer ao evento. “Dr. Reale é um delegado experiente que já exerceu diversos cargos na Polícia Civil e, enquanto presidente da Associação, possui ligações com setores públicos de Brasília. Desta forma, tem condições de fazer com que os policiais recebam os recursos para aperfeiçoamento e, assim, sejam bem treinados para os Jogos”, apontou ele.

Preocupação
Contudo, o esquema de segurança elaborado para os Jogos não é unanimidade entre os delegados. Alguns se mostraram preocupados com o resultado do trabalho, a exemplo do delegado aposentado Ivan Vasques. “Acho muito ruim o esquema que foi preparado. É difícil, pois ninguém tem experiência para enfrentar o quadro de violência que a população vivencia. É um caso em que o inimigo convive com os nossos amigos - às vezes até amigos de infância - e resolvem tomar um rumo diferente. Hoje é muito difícil combater a violência”, criticou.
A mesma opinião foi compartilhada pelo colega Alberto Calvano. “Se a sociedade vivesse em um estado de segurança, não deveria haver nenhum esquema especial para o Pan, pois a segurança seria permanente e o cidadão estaria sempre seguro para ir e vir. Na minha opinião, este plano vem demonstrar que na cidade não há segurança. Fica difícil de aceitar que, para um evento desta grandeza, seja necessário montar um esquema especial. Quando muito, poderia melhorar o sistema em funcionamento. Sendo a segurança pública um direito de todos, acho que um evento como o Pan não justifica a adoção de medidas especiais por parte do Estado”, defendeu ele.
No entanto, a titular da Delegacia da Terceira Idade (Central), delegada Catarina Noble, tem esperança de que as medidas a serem adotadas sejam duradouras. “Espero que o esquema de segurança programado para o Pan seja mantido após o encerramento do evento. Inclusive, o presidente Lula prometeu que o Rio de Janeiro não receberia os recursos para a área de segurança apenas durante o Pan, ou seja, haveria uma continuidade deste investimento”, lembrou ela.

 
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